Acessibilidade em Xeque: Roberto Souza questiona critérios de aluguéis da Prefeitura e denuncia exclusão em prédios públicos

Durante debate no plenário, o vereador demonstrou forte preocupação com a falta de adaptação nos imóveis locados pela gestão municipal, questionando se as escolhas beneficiam a população ou apenas os proprietários.

O debate sobre a locação de imóveis pela Prefeitura de Simões Filho gerou um clima de alerta na Câmara Municipal. Durante a discussão de um projeto de lei no plenário, o vereador Roberto Souza assumiu uma postura de forte preocupação ao cruzar os gastos com aluguéis e a péssima infraestrutura oferecida aos cidadãos, trazendo à tona uma grave falha da gestão: a total falta de acessibilidade nesses espaços.

Enquanto ouvia o pronunciamento do colega Carlos Neto, Roberto realizou uma rápida pesquisa sobre a legislação vigente e fez um contraponto contundente. Ele lembrou que, a partir do momento em que o município aluga um imóvel privado para atendimento à população, aquele espaço torna-se um prédio público e, obrigatoriamente, precisa se adequar à Lei Federal de Acessibilidade. Na prática, porém, a realidade é de exclusão.

A Barreira da Exclusão

Para ilustrar o descaso, o parlamentar usou um exemplo prático e doloroso para muitas famílias da cidade.

“Se você parar para pensar hoje, um adolescente cadeirante consegue acessar a Secretaria da Juventude? Não. A prefeitura aloca um prédio para a finalidade de atendimento ao público e a maioria desses prédios não tem acessibilidade nenhuma. Exclui totalmente as pessoas com deficiência, seja ela cadeirante ou com deficiência visual. Não tem a mínima condição de estar ali servindo à população”, lamentou o vereador.

Critérios Obscuros

A denúncia de Roberto Souza foi além da falta de rampas e elevadores, tocando no ponto nevrálgico da moralidade administrativa: os critérios de escolha da Prefeitura. O vereador questionou o porquê de o Executivo optar por alugar imóveis com andares altos e escadarias, em vez de priorizar espaços no térreo ou locais já adaptados, já que o objetivo final deveria ser o bom atendimento ao munícipe.

“Qual é o critério para a locação desses imóveis, presidente? Fica essa pergunta. A prioridade seria atender a população. Você aluga muitos desses imóveis que não têm elevador, não têm uma rampa… E aí você aluga, muitas vezes, para beneficiar algumas pessoas, e a gente não sabe quem”, disparou Roberto, levantando a suspeita de que os contratos podem estar priorizando interesses de proprietários em detrimento do interesse público.

A fala do parlamentar joga luz sobre um problema duplo: o possível desperdício de dinheiro público com aluguéis desnecessários e a violação do direito de ir e vir das pessoas com deficiência. Com essa postura vigilante, Roberto Souza reafirma seu compromisso de fiscalizar não apenas as contas do município, mas também a dignidade e o respeito com os quais o cidadão simões-filhense é tratado pelos órgãos da Prefeitura.

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